sexta-feira, 15 de julho de 2011

VIDEO DA CAMPANHA "ADOÇÃO: FAMÍLIA PARA TODOS


Vídeo integra uma campanha do Grupo Aconchego, ONG de Brasília que trabalha em favor do direito das crianças e adolescentes. A proposta de "Adoção: família para todos" pretende sensibilizar e mobilizar pais, em busca da formação ou ampliação das suas famílias, para que estudem a possibilidade dos processos de paternidade e maternidade pela adoção. A perspectiva sugerida pelo Aconchego pensa nas crianças e jovens abrigados e destituídos de pátrio-poder que têm direito a uma convivência familiar. A produção resulta de uma parceria com a Universidade Católica de Brasília e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Fonte: Grupo Aconchego

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Parlamentares criam frente em defesa da adoção


"Um filho é sempre um filho, independente da cor dele, da condição, do estado de saúde". A declaração é da mãe Fabiana Gadelha, integrante do Projeto Aconchego, que incentiva a adoção. Mãe biológica de Valentina, ela adotou Miguel, que tem Síndrome de Down, e se prepara para acolher Arthur, cujo processo ainda corre em segredo de Justiça.Para ela, toda criança tem o direito de ser chamada de filho ou filha.

O depoimento de Fabiana fez parte do lançamento da Frente Parlamentar Mista Intersetorial em Defesa das Políticas de Adoção e da Convivência Familiar e Comunitária. O objetivo, segundo os parlamentares, é discutir a modernização da das leis e levar informação aos brasileiros a respeito do tema.

A iniciativa partiu dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) e dos deputados Gabriel Chalita (PMDB-SP), Alessandro Molon (PT-RJ) e Reguffe (PDT-DF). Segundo os parlamentares, apesar de a nova Lei da Adoção (Lei 12010/2009), representar um avanço, a demora no andamento dos processos faz com que muitas crianças deixem de ser adotadas.

- O que nós queremos, de um lado, é avançar do ponto de vista legislativo, com uma legislação mais moderna e principalmente mais ágil, menos burocratizada para facilitar os processos de adoção - explicou Aécio Neves, que considera demorado o processo de perda do vínculo das crianças com familiares biológicos.

Os parlamentares citaram dados do Conselho Nacional de Justiça, segundo os quais há 29 mil crianças em abrigos no Brasil. Dessas, apenas cerca de 4 mil estariam aptas para a adoção. Das 27 mil pessoas que pretendem adotar, mais de 10 mil só aceitariam crianças brancas. Os dados também mostram que, quanto mais velha a criança, menor a possibilidade de adoção. Apenas 10% dos pretendentes adotariam uma criança acima dos 4 anos de idade.

- Precisamos sensibilizar a sociedade para o fato de que o perfil de crianças para a adoção não é aquele único de crianças recém-nascidas, brancas e saudáveis. Uma pessoa que queira adotar, se ela sai desse perfil, a adoção é muito rápida - explicou Sandra Simon, do Conselho Nacional do Ministério Público.

Apadrinhamento

Os parlamentares também destacaram a intenção de estimular o apadrinhamento afetivo como alternativa para crianças e adolescentes que não foram adotados. Por meio do programa, padrinhos ou madrinhas passam com eles fins de semana, feriados e parte das férias, o que proporciona, além da relação afetiva, uma referência de vida fora do abrigo. Para o deputado Gabriel Chalita, é preciso discutir o apadrinhamento como alternativa especialmente para grupos de irmãos.

- Pela legislação, você não pode adotar um irmão e deixar os outros, então essas crianças têm uma dificuldade maior de ser adotadas. Você pode ter um acompanhamento dessas pessoas na entidade, no abrigo em que elas estão - explicou o deputado, que disse ser comum o caso de padrinhos que resolveram adotar as crianças após um período de convivência.

Outro ponto que deve ser discutido pelos parlamentares é a licença-maternidade. Alterada pela nova Lei da Adoção, a Consolidação das Leis do Trabalho já prevê igual tempo de licença para as mães que derem à luz e para as que adotarem. Já a Lei 8.112/90 não garante o mesmo benefício às servidoras públicas adotantes. Em vez dos 120 dias, essas mães têm, 90 dias se adotarem filhos com até um ano e apenas 30 dias para filhos com mais de um ano de idade.

- Quanto maior é a idade da criança, menos tempo de licença a mãe tem. Isso, na nossa avaliação é um equívoco, porque às vezes a criança de dez anos precisa ter até mais cuidado, o trabalho de acolhimento é um trabalho mais complexo e mais difícil - defendeu Lindbergh Farias.

Além de parlamentares, participaram do evento religiosos e representantes de entidades em defesa da adoção, da Justiça, de ministérios e de órgãos estaduais. De acordo com os parlamentares, a intenção é realizar uma campanha nacional pela adoção, com a participação de artistas e empresas de comunicação.Isabela Vilar / Agência Senado

(FONTE: Agência Senado)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Instituto Apice Down foi criado por pais que têm filhos com síndrome de Down. A entidade está lançando um curso de pós-graduação para profissionais da área de saúde e educação.





Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano nascem cerca de oito mil bebês com Síndrome de Down. Sua ocorrência é resultado de alterações no cromossomo 21 que normalmente afetam o pleno desenvolvimento da criança, que possui um ritmo diferenciado podendo prejudicar sua qualidade de vida em todos os ciclos se não for acompanhada por especialistas.

A maioria das pessoas com síndrome de down não tem ou tiveram acesso a centros especializados devido aos altos custos, reduzidas opções e ausência de políticas públicas de saúde e educação para esse segmento. Por isso, com o objetivo de difundir e popularizar as técnicas de estimulação precoce além das que identificam e tratam as doenças pré-existentes, será iniciada em 11 de fevereiro a pós-graduação Abordagem Interdisciplinar em Síndrome de Dow, primeira no país a abordar o assunto de forma tão específica.

Promovida pelo consórcio institucional CETREX – Extensão e Pós-graduação em Saúde, Rede de ensino JK, CEPEC/SP - Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo e a Organização Social Instituto Ápice de Saúde, a pós-graduação (lato sensu) Abordagem Interdisciplinar em Síndrome de Down é coordenada pelos médicos reconhecidos nacionalmente pela experiência no cuidado em saúde das pessoas com a síndrome, Dr. Zan Mustacchi (pediatra e geneticista de SP) e pelo Dr. Dennis Burns (pediatra e imunologista do DF).

A Pós-graduação em Síndrome de Down terá como público alvo os profissionais de saúde e educação com o principal objetivo promover a formação integral do profissional, visando o desenvolvimento de um paradigma inclusivo e humanizado. O corpo docente do curso será composto por especialistas do Brasil e do exterior, trazendo as inovações no atendimento aos downs e estágio supervisionado em São Paulo (CEPEC) e Brasília (Clínica Social Júlia Quadros).

A renda obtida será destinada para o Ápice Down, espaço dinâmico e interdisciplinar de promoção de qualidade de vida e estimulação essencial para as pessoas com Síndrome de Down .

Informações:
Instituto Ápice em Saúde -  (61) 3202.9189 - 9106.6299

Link da reportagem da Rede Globo sobre o Instituto Ápice:

Fonte: Rede Globo Brasília

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PROJETO ACONCHEGO FALA SOBRE APADRINHAMENTO AFETIVO

Voluntários podem doar carinho no Projeto Aconchego
Com o apadrinhamento afetivo, interessados dão apoio a crianças que vivem em abrigos. Responsáveis pela iniciativa garantem que a colaboração pode fazer toda a diferença no futuro dos jovens.

Nesta sexta-feira (24), o Posso Ajudar? mostra o trabalho de padrinhos e madrinhas do Projeto Aconchego. A busca por uma convivência familiar e comunitária para as crianças que vivem em abrigos é a motivação da iniciativa. 

“O apadrinhamento afetivo surgiu quando começamos a ver a necessidade dessas crianças que estavam ficando nos abrigos. Quanto mais velhos eles vão ficando, menores as chances de adoção”, conta a presidente do projeto, Soraya Pereira. 

Madrinhas e padrinhos afetivos ajudam justamente na transição para a vida fora dos abrigos. “Eles precisam saber que existe outra vida fora dos abrigos e que eles podem construir uma existência feliz, repleta de possibilidades”, fala a supervisora do Apadrinhamento Afetivo, Monique Coelho. 

As conversas, carinho, conselhos e toda companhia, acredita o assistente social da Casa da Criança Batuíra, Marcelo Emanuel dos Santos, mudam a perspectiva de vida dos jovens. “Eles passam a ter o apoio de uma pessoa que pode ajudá-los a construir um projeto de vida, dar incentivo aos estudos e construir um laço afetivo que foi rompido com a separação da família”, ressalta Marcelo. 

Como participar 

As pessoas podem se envolver participando das palestras abertas à comunidade. A partir desse encontro, os interessados passam por uma preparação com carga horária em torno de 12 horas. Nesse momento, os padrinhos se aproximam da realidade do acolhimento. Mais adiante, no final da preparação, os voluntários conhecem seus potenciais afilhados. 

Qualquer pessoa pode ser padrinho ou madrinha. Lembrando que o apadrinhamento afetivo não envolve dinheiro. A doação é de afeto mesmo! 

Se interessou? Neste sábado (25), o Projeto Aconchego vai fazer uma reunião para buscar novos padrinhos e madrinhas. É a partir das 9h, no anfiteatro da Unip, na Asa Sul.

Mais informações no site www.projetoaconchego.org.br ou pelo telefone (61) 8473-6363.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PROJETO ACONCHEGO NO CRIANÇA ESPERANÇA




Em Brasília – DF, o Aconchego trabalha para incentivar e promover o processo de adoção. Crianças e pais são acompanhados pelo projeto Caminhos para Adoção, apoiado pelo Criança Esperança, com o objetivo de ajudar a  convivência familiar.

ADOÇÃO

Neste artigo, a juíza Mônica Labuto fala sobre a adoção, tema que segundo ela: “é permeado por dúvidas, mitos e preconceitos”, esclarecendo alguns pontos que ainda não foram bem digeridos pela sociedade. De forma clara, a juíza explica como ocorrem as adoções e a importância de ter certeza na hora de adotar uma criança, informações que estão na cartilha lançada em meio às comemorações do Dia Nacional da Adoção.

Ao ensejo das comemorações do Dia Nacional da Adoção – 25 de maio –, data reconhecida oficialmente em 07/05/2002, com a promulgação da Lei n° 10.447, de autoria do deputado catarinense João Matos, cumpre-nos traçar um panorama do relevante instituto jurídico que busca, em sua síntese, assegurar o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar quando desassistidas por suas famílias de origem, envolvendo também questões psicológicas e sociais, dando um contorno maior do que simplesmente uma instituição jurídica, positivada em texto legal vigente.

O ato de adotar, muito mais do que uma instituição jurídica definida e regulada por lei, é a construção de uma família, sendo que “o que os pais adotivos fazem, na verdade, é transformar ‘crianças’ em ‘filhos’, reinventam a família, tornando a família adotiva, uma família inventada pela cultura e pelos afetos”, nas sábias palavras de Fernando Freire.
 
O tema adoção é permeado por dúvidas, mitos e preconceitos, que devem ser destacados e devidamente esclarecidos a fim de promover uma sólida reflexão sobre a realidade do ato de adotar, sendo certo que um dos aspectos é a preocupação de muitos com a questão da herança biológica na determinação do comportamento, o medo da revelação da condição de adotado, o receio quanto à adaptação de crianças nas adoções tardias, dúvidas quanto à adoção monoparental e por homossexuais, entre outros que integram as relações humanas.

Com o objetivo precípuo de esclarecer e desmistificar as questões pertinentes à adoção, o Fórum de Paracambi, por meio de seu Setor Técnico, organizado por esta magistrada, elaborou uma cartilha como ponto de partida ao processo de reflexão do instituto junto à população, abrangendo as dúvidas mais comuns, a legislação que rege a matéria, de forma clara e acessível, devendo-se gizar que apenas a informação não muda conceitos ou comportamentos, sendo necessário o uso de outros instrumentos que possibilitem a abran-gência que merece o tema, como, por exemplo, os Grupos de Apoio à Adoção, que são grupos formados por pais e filhos adotivos e outros interessados, que se reúnem buscando trocar experiências, refletir e discutir sobre a questão, oferecendo também esclarecimentos de forma continuada, nas várias etapas dessa vivência humana.

Cumpre-se salientar que, lamentavelmente, nem todas as comarcas contam com essa importante iniciativa, carecendo tais munícipes de mais informações e apoio acerca do tema adoção, trabalho realizado pelos Grupos de Apoio que também visam informar, divulgar e incentivar a adoção por vias legais.

Uma das conseqüências jurídicas mais importantes do processo de adoção é a perda do pátrio-poder pelos pais biológicos que, com isso, perdem todos os direitos e deveres que eventualmente teriam sobre o filho que restou adotado, dando aos pais adotivos, a contrario sensu, aqueles direitos a eles pertencentes, passando o adotado a ter, até, outro registro de nascimento, com os nomes dos pais adotantes, sendo vedada qualquer menção à adoção na nova certidão do adotado.

Deve-se salientar que em quaisquer relações humanas há conflitos e problemas de relacionamento decorrentes do convívio diário, sejam em uma família com filhos biológicos ou adotivos, devendo ser afastadas as observações do tipo “agiu assim por ser filho adotivo...”, o que é um erro gravíssimo, tendo em vista que o filho biológico também pode gerar conflitos e sofrer crises decorrentes das várias etapas do desenvolvimento, não se devendo creditar ao fato de ser adotado a ocorrência de problemas de convívio no relacionamento cotidiano.

Finalmente, muito ainda há para falar sobre tema tão amplo como a adoção, mas o certo é que ainda há um longo caminho a trilhar, buscando dirimir dúvidas e quebrar tabus que ainda recaem sobre o ato de adotar, que é, acima de tudo, um ato de amor, um momento de construção de uma família por meio de laços de afeto. 


FONTE: www.adocaotardia.blogspot.com

segunda-feira, 26 de julho de 2010

PROJETO ACONCHEGO : ADOÇÃO TARDIA

Em Brasília, há 160 crianças à espera de adoção e 430 famílias querendo adotar. Mas se a criança tiver mais de 2 anos, é comum a desistência dos interessados.



O menino Alessandro é um belo exemplo de sucesso do Criança Esperança, uma parceria TV Globo-Unesco.  Alessandro conquistou uma família através do programa "Caminhos para a Adoção", do Projeto Aconchego. Apoiado pelo Criança Esperança, o programa ajuda a quem quer adotar crianças com mais de 2 anos de idade. Levado e brincalhão, Alessandro anda impossível, como todo moleque de 10 anos. Adotado aos 7 anos, Alessandro é uma exceção. A figura idealizada do bebê prevalece no imaginário de quem quer adotar. “O bebê está sempre limpinho, cheirando a perfume, óleo disso, óleo daquilo”, diz o funcionário público Roberto Shayer Lyra. 

Roberto e Helena já tinham Gabriel, mas quem disse que filho tem de ser desde o nascimento? “Filho é de algum momento até a vida inteira”, defende Roberto. 
Existem hoje, em Brasília, 160 crianças à espera de adoção. E, na outra ponta, 430 famílias querendo adotar. É de se esperar, portanto, que nenhuma criança fique sem família. Se for bebê, isso é verdade. Mas se a criança tiver mais de 2 anos, não é incomum a desistência dos interessados. 
“Geralmente os candidatos preferem crianças recém-nascidas, às vezes brancas, sem irmãos, sem muita história”, conta a psicóloga Maria da Penha Oliveira Silva, coordenadora do projeto ‘Caminhos para a Adoção’. 
Reunião do “Projeto Aconchego”, de Brasília. “A gente tem muita urgência pra adotar, mas não pode ter pressa”, diz a psicóloga Monique Ramos de Araújo Coelho. 
Candidatos a adotar. Pais e mães que já adotaram. Em comum, dúvidas e angústias da adoção tardia. 
“Você tem um bebê, você já tem mais ou menos um cronograma. Ele vai sentir cólica, ele vai chorar, ele vai precisar de peito. Uma criança de 6 anos que vem com o histórico que eles vêm, que vivencia o que eles vivenciam, você não sabe qual vai ser a cólica dele”, pondera a funcionária pública Vanessa Santos. 
“Deixa eu pentear seu cabelo: não! Deixa eu vestir você: não! Deixa eu tocar em você: não! Meu marido falou assim: era isso que você esperava? Eu falei: não!”, conta a funcionária pública Rosana Brandão. 
As crianças brincam na sala ao lado. Enquanto os pais entendem porque elas vêm com uma casca de proteção. 
“Com o tempo, ele vai endurecendo, ele vai tendo uma outra camada. Agora, se as nossas crianças da adoção tardia não tivessem endurecido, aconteceria isso com elas”, analisa a psicóloga do Projeto Aconchego, Soraya Pereira 
O projeto ajuda cada um a encontrar um jeito de romper a casca e entender a criança. “Há um lugarzinho onde eu consiga quebrar com cuidado direitinho”, diz um homem. 
“Parece que pelo meio é mais suave”, orienta a psicóloga. Com todos os acertos e, claro, com os erros da aprendizagem. “Esse momento aqui pra gente é essencial, ele é fundamental,”, afirma Vanessa Santos. 
“Filho não sai da gente, filho entra. Cada dia você tem mais intimidade, cada dia você se aproxima mais, e assim é a relação de filiação”, ensina Soraya Pereira. 
Como Alessandro entrou na vida de Roberto e Helena. Para nunca mais sair. “É aquele amor doidinho dentro, que de vez em quando a gente para e fica olhando pra carinha dele e pensa: como eu gosto desse menino!”, confessa a funcionária pública Maria Helena da Silva. 
Apoie projeto como esse, participando da campanha 2010 do Criança Esperança. 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CAMINHOS PARA ADOÇÃO






Projeto Aconchego promove capacitação para profissionais

O “Caminhos para Adoção”, do Projeto Aconchego - Grupo de Apoio à Adoção, Brasília/DF, concluiu a 1ª Capacitação para a preparação das crianças e dos adolescentes para adoção, destinada a profissionais que cuidam dessas crianças durante o acolhimento, antes de serem adotadas. As capacitações fazem parte do projeto apoiado pelo Criança Esperança em 2010. 

Durante oito horas de oficinas, foram discutidas questões consideradas fundamentais para a preparação da criança e do adolescente para adoção, como o rompimento dos vínculos com a família de origem, a preservação de sua história, os cuidados com essa criança no período de acolhimento, a construção de novos vínculos com a família adotiva e a importância dos rituais de despedidas e separação dessas crianças e adolescentes de seus cuidadores e amigos. 

O grupo contou com a participação de 17 profissionais, entre psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, educadores da rede de acolhimento e de órgãos como Vara da Infância, Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, Conselho Tutelar e CRAS. As oficinas foram conduzidas pelas psicólogas Maria da Penha Oliveira Silva e Dirce Barroso França, da OSCIP Berço da Cidadania, e Soraya Kátia Rodrigues Pereira do Projeto Aconchego – Grupo de Apoio a Adoção.

A preparação gradativa da criança para adoção é uma das determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente e o “Caminhos para Adoção” propõe em uma de suas frentes de trabalho que os profissionais que cuidam da criança ou do adolescente se capacitem para acolher adequadamente a criança, levando em consideração a importância da preservação da sua história de vida, bem como saber lidar com os conflitos e angústias típicas nos processos de adoção.

As próximas oficinas serão realizadas em maio e junho e já contam com mais de 60 inscrições. Maiores informações podem ser obtidas através do site: www.projetoaconchego.org.br 



quinta-feira, 8 de julho de 2010

PROJETO ACONCHEGO, EM PARCERIA COM O CRIANÇA ESPERANÇA, PROMOVE CURSO DE PREPARAÇÃO PARA A ADOÇÃO



No dia 22 de maio foram finalizados os primeiros grupos de preparação para adoção do Projeto Aconchego, apoiado pelo Criança Esperança em 2010. Os grupos são formados a partir do encaminhamento de pessoas interessadas na filiação adotiva pela Seção de Adoção da 1ª. Vara da Infância e da Juventude do DF e constituídos de forma diversificada: pessoas com diversas idades, de diferentes classes sociais e níveis educacionais. Nas reuniões são refletidas questões sobre motivações, sentimentos, dúvidas, fantasias e dificuldades que podem surgir com a chegada da criança em seu novo lar. Ao final do curso, ficam claras as mudanças de postura e o aumento de perspectiva que os participantes obtiveram durante os encontros. 

Dentre os vários temas discutidos, o depoimento de Leandro e Fabiana Gadelha, pais adotivos de Miguel, portador da Síndrome de Down, foi um dos destaques. A família, com muita emoção, relatou sua vivência e fez o grupo refletir sobre a adoção de crianças com deficiência. “De repente encontrei meu filho atrás de sua deficiência. Experimentei um amor incondicional, terno e infinito e isso me faz a pessoa mais feliz e plena do mundo” – afirma Fabiana. 

O projeto trabalha com crianças abrigadas e ajuda a capacitar pessoas com o acompanhamento de psicólogas. O objetivo é esclarecer dúvidas e estimular a adoção legal. Ao todo, foram seis encontros semanais, com 93 pessoas encaminhadas à 1ª. VIJDF para a realização do estudo psicossocial e possível inserção no cadastro DF e nacional da adoção. 


quinta-feira, 10 de junho de 2010

ADOÇÃO ESPECIAL E BUSCA ATIVA.

Pouca gente sabe, mas existe algo a mais no universo da Adoção, idealizado para resolver a difícil equação: filhos sem família e famílias em busca de seus filhos.


Há cerca de cinco anos, quando nem se fala em Cadastro Nacional de Adoção - CNA, uma iniciativa solitária e comprometida com a inclusão familiar de quem não tem voz para gritar seu abandono, começou a ecoar e a incomodar:  era a busca ativa de famílias para crianças mais velhas e com necessidades especiais.


Denominado como movimento ATE - Adoção Tardia e Especial - Carla Penteado, de São Paulo, mãe da Marcela e da Luana, resolveu fazer algo diante da inércia e do pragmatismo que via diante de seus olhos.


Tomada de paixão pelas filhas, nascidas através da adoção especial, Carla idealizou o que hoje seria o papel do CNA, que mesmo implantando ainda não apresentou resultados significativos. Ela  promove a busca mais que ativa de famílias para as crianças que conhece nos abrigos de São Paulo e que toma conhecimento através de voluntários de outros Estados.


Através de uma ferramenta moderna e simples, chamada orkut, a rede social mais acessada do Brasil, ela criou a comunidade do ATE e divulga seu trabalho, cativando famílias e promovendo verdadeiros encontros de amor.


É um trabalho árduo, que envolve brigar diariamente com o descaso dos abrigos, verdadeiros depósitos de gente, com a indiferença do Poder Judiciário e das entidades de defesa da infância e da juventude com a questão das crianças e adolescentes excepcionais. 
Sem recursos, apenas com sua vontade, um computador e um telefone, ela faz verdadeiros milagres e vem cativando adeptos de todo o Brasil. Para tanto, utilizando de seu forte poder de convencimento, de sua coragem em afrontar abrigos, Promotores e Juízes, ela já fez 50 adoções especiais em 5 anos, um número motivador, considerando a realidade de um perfil ignorado pela sociedade, pela justiça e pelos próprios candidatos.


A adoção especial se tornou seu ideal de vida  de outras famílias que permitiram conhecer essa realidade. O movimento do ATE não busca levantar uma bandeira para que todos os candidatos resolvam adotar uma criança especial,  mas para falar de algo necessário: o seu filho pode estar escondido atrás de uma deficiência, de uma doença intratável e pode proporcionar muita felicidade e amor.
O lema do ATE é falar das circunstâncias da adoção especial, das dificuldades, sim, porque elas existem e são muitas, mas falar, também, dos aspectos positivos e da viabilidade de um encontro dessa natureza.
A proposta do ATE é viabilizar a abertura do perfil e o estudo da real possibilidade de acolher um serzinho especial. Sabemos que a adoção envolve questões que ultrapassam a  limitação de um perfil, pois envolve intuição, sensibilidade, espiritualidade na concepção do encontro com o pequeno a ser recebido como filho.
Falar de crianças deficientes é um dos assuntos que mais incomoda, porque constrange, porque cobra posturas, porque confronta nossos preconceitos e medos. Para tanto, é preciso ter informação, antes, durante e após a adoção para que ela realmente seja uma adoção consciente, baseada no amor e na razão e não na piedade.
De qualquer lado que se observe os olhinhos desses serzinhos carentes de amor, pode-se perceber que eles podem ser filhos de alguém, independente de sua condição física ou intelectual. Essa prova foi tirada a partir das 50 histórias colecionadas cujas famílias ousaram reconhecer seus filhotes atrás de uma deficiência. São adoções legais, que seguiram todos os trâmites processuais e que formaram famílias conscientes e felizes.

Quem se interessa pela adoção, sente de uma forma estranha e incongruente que seu filho a espera em algum lugar, e pode ter certeza, ele o espera e por mais longo que seja esse caminho, um dia haverá o grande encontro. 
Essa é a missão do ATE, propor reconhecer além da deficiência a possibilidade de adotar. Hoje, o movimento é formado por mães voluntárias que multiplicam os gestos originais de Carla, na busca dinâmica e consciente de novas famílias, em todos os Estados Brasileiros.
(Fabiana Gadêlha)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

SAIU A ADOÇÃO DO MIGUEL



Queridos, é com muita alegria que anuncio que saiu a adoção do Miguel, o registro foi expedido na quarta e deve sair hoje... MIGUEL ARANTES GADÊLHA, filho de Leandro Gadelha de Paula e Fabiana Arantes Campos Gadêlha.

Muito obrigada, Leandro, meu amor que acreditou na minha intuição de que nosso filho nos esperava.

Muito obrigada, minha Valentina amada que reconheceu o irmão, minha família que abraçou o neto, o sobrinho, o primo, legítimo Arantes Gadelha, atrás daqueles olhinhos puxados, do seu sorriso iluminado, baguelo, e de seu cheirinho gostoso.

Muito obrigada, Carlinha e Paula (manda para ela...não tenho o mail aqui), que acreditou que eu poderia ser mãe do Miguel e o encaminhou aos nossos braços.

Muito obrigada, Mônica que recebeu e passou a notícia para Carla, contabilizando mais uma família completa e feliz.

Muito obrigada, Soraya e amigos do Aconchego, que me fizeram crer que o tempo de espera é valioso e transformador, fazendo de um desejo a luta de uma vida toda.

Muito obrigada meus amigos que o presentearam com afeto, fraldas, carrinho e roupinhas na hora que mais precisávamos.

Muito obrigada a todos que acreditaram nesse sonho, enchendo a vida do Miguel de amigos, familiares, alegria e segurança.

Deus está conosco nessa luta e contem comigo para o que der e vier, para sempre.

Recebam meu abraço apertado e minha gratidão eterna,

Podem espalhar que a notícia é boa.

(Fabiana Gadêlha)

terça-feira, 1 de junho de 2010

O SONHO DE ACALENTAR UM FILHO

Todos estamos aqui reunidos e motivados pelo sonho de acalentar um filho.

Queremos aumentar nossa família, realizar o sonho da maternidade, da paternidade, queremos dar seguimento à nossa linhagem, ao nosso nome, andar de mãos dadas com uma mão fofinha, macia e quentinha numa bela tarde de verão,  se lambuzando de sorvete. Desejamos acolher, cuidar, amar, ensinar os primeiros passos, as primeiras palavras. Enfim, queremos projetar nosso futuro nos olhinhos de uma criança que será nossa.

Pelos motivos mais variados, escolhemos estar aqui para encontrar essa ventura no colo de um pimpolho que não saiu de nosso ventre, que não tem nossos genes, mas com certeza, já mora no nosso coração e esperaremos, ansiosos, a sua chegada.

Seja através da gravidez biológica ou da adoção, estamos todos gestando, pois esperamos a formação desse ser que completará nossa vida.

Conceber significar criar, gerar, e não se restringe à criação biológica. É um processo natural, psíquico que demanda coragem, perseverança, paciência, é um exercício de fé.

Concebemos uma idéia, um projeto de vida, preparamos e organizamos nossa vida para materializar esse sonho. E para isso, o tempo, as adversidades, os medos e frustrações acompanham nosso êxito, não raro, acompanhado de risos e lágrimas.

A gestação biológica é por si só a preparação do feto para chegar ao mundo sadio e completo, ao mesmo tempo, que também prepara o corpo e a vida da família para receber o bebê que virá em 9 meses, e em alguns casos, antes. Mas, o nosso corpo, nossa mente, nossa alma, nossa família precisam desse tempo para amadurecer a investidura do cargo de mãe e pai, irmãos.

A gestação pela adoção não é diferente, pois precisamos de um tempo para nos adequarmos, nos prepararmos para a chegada do nosso filho ou filha, ou filhos. A vida é sábia, num e noutro caso, a natureza age silenciosamente, fazendo com que, ao seu tempo, seja chegado o momento do parto. Inúmeras histórias relatam que esse filho nasce exatamente no momento que deveria. A diferença com a gestação biológica é que não cronometramos o momento da luz em 40 semanas, dependemos de fatores externos, burocráticos, mas sabiamente manipulados pelo destino.

Aliado ao tempo certo, precisamos estar preparados para todas as surpresas de uma gestação.

Quando engravidamos biologicamente, rogamos aos céus que nosso filho seja o que for, mas nasça com saúde. Mas, seja o for, acalentaremos nossa barriga na certeza de que aceitaremos nosso filho, seja de que forma for.

Na adoção, também não poderia ser diferente. Ao preencher os questionários de habilitação , é preciso ter o coração e a visão aberta, assim como nos aventuramos numa gravidez biológica. Gestar um filho por adoção importa em aceitar o que a vida nos mandar.

Ao escolher a maternidade e a paternidade, não estamos limitando nosso poder de amar, condicionado a determinadas características físicas e psíquicas. Na vida biológica estamos submetidos a uma variadíssima gama de fatores genéticos para formar a identidade de nosso filho e o mesmo não seria diferente com nosso filho do coração.

Abrir o perfil adotivo importa na certeza e na fé de que a vida te mandará aquilo que for ideal ao seu desenvolvimento.

O nosso filhote pode estar escondido atrás de alguma deficiência ou condição de saúde adversa, mas nosso amor e condicionamento será capaz de reconhecê-lo, integrá-lo e amá-lo incondicionalmente.

Das poucas certezas que a adoção traz, umas das únicas é de que trará muita alegria e felicidade.

(Fabiana Gadelha)

O PERFIL DE QUEM AGUARDA A ADOÇÃO MUDOU...


AdoçãoPerfil de quem está à espera de adoção mudou.
Hoje, maioria das crianças foi vítima de violência
doméstica (Foto: Luciana Rossetto/G1)

Os abrigos estão lotados de crianças à espera de adoção. Além de casos de abandono pela mãe, há menores que foram vítimas de abuso sexual, meninas que engravidaram do próprio pai, crianças que tiveram todos os irmãos adotados e se sentem rejeitadas porque não foram escolhidas por uma família substituta. Há também os adolescentes que foram separados dos pais após inúmeras agressões físicas. Outros foram adotados e, depois, devolvidos pelas famílias substitutas sem explicações.
O perfil de quem está em abrigo mudou nos últimos dez anos. Antes, a questão econômica era a principal causa da separação de pais e filhos. Hoje, a violência doméstica - inclusive o abuso sexual - lidera o número de ocorrências, seguida pelo abandono provocado pelo vício em drogas.  Esse é um retrato que se reflete em todo o país.
O coordenador dos abrigos da Liga Solidária, Mariano Gaioski, explicou ao G1 que a mudança nesse perfil teve início em 2006. “Estamos vivendo agora a plena transição da mudança do público das crianças abrigadas. Com a melhoria da renda média, as características delas mudaram. A questão econômica ainda existe, mas os casos de traumas sociais e emocionais pesados superaram essa condição. São casos de abuso sexual, pedofilia e maus-tratos”
De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo (SMADS), há 2,3 mil vagas para crianças na rede de instituições conveniadas. Dessas vagas, 3,3% são ocupadas por vítimas de violência sexual. A prefeitura informou que nos Núcleos de Proteção Social Especial, voltados para atender menores vítimas de abuso e suas famílias, são atendidas em média 1.000 pessoas por mês.
Drogas
Além dos maus-tratos e do abuso sexual, as drogas ganham cada vez mais espaço entre as razões para separação de pais e filhos. Há crianças que são abandonadas pelos pais viciados, mas também ocorrem situações em que os próprios adolescentes são viciados.
O secretário de Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Cuiabá, Jader Martins Moraes, contou ao G1 que também percebeu mudanças no perfil das crianças abrigadas na cidade. “Além das vítimas de violência, temos o problema dos adolescentes usuários de drogas.
Já o uso de drogas pelos pais é uma das principais causa do abandono de crianças em Vitória, conforme explicou a secretária Municipal de Assistência Social, Ana Maria Petronetto Serpa. “Aqui, nós temos os órfãos do crack. O abrigo de 0 a 6 anos está lotado de crianças que são separadas da família por causa das drogas. A negligência dos pais também é causada pelo consumo de drogas lícitas, como o álcool”, afirmou.A família acaba querendo entregar esses jovens para a tutela do estado, porque não tem condições de cuidar. Mas esse é um problema de saúde, não de assistência social”, afirmou. Ele ainda explica que, em Cuiabá, existe um abrigo específico para manter as vítimas de violência sexual, que passam por tratamento diferenciado.
A secretária de Cidadania e Assistência Social de Rio Branco, Estefânia Pontes, relatou que houve um aumento no número de crianças que param em abrigos após sofrer violência sexual. “Uma grande quantidade de crianças sofreu abuso, mas também temos jovens que são vítimas de exploração sexual, às vezes até pela própria família. Nos últimos três anos, esses casos de exploração começaram a se tornar muito frequentes. Antes, eram acontecimentos pontuais, em que fazíamos um trabalho individual, conversávamos diretamente com a família. Hoje, isso não é mais possível, está generalizado.”
Estefânia ressalta também que muitas mães abandonam os filhos durante os fins de semana por causa das drogas. “São casos de abandono temporário. Nesses dias, a chefe de família deixa até os filhos pequenos sozinhos por causa da dependência química. Também temos casos de jovens dependentes, que evadem constantemente dos abrigos para consumir drogas. É um perfil recente e temos tentado discutir formas de fazer uma abordagem diferenciada para atender esses jovens.”




Fonte: Portal G1
01/06/2010 07h18 

Luciana RossettoDo G1, em São Paulo