quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

HOMENAGEM DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AO "DIA NACIONAL DA ADOÇÃO"





CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 119.1.54.OHora: 11:24Fase: HO
Orador: FABIANA GADELHAData: 23/05/2011



SR. PRESIDENTE (João Ananias) - Passo a palavra à Dra. Fabiana Gadelha, Diretora do Aconchego, grupo de apoio à adoção do Distrito Federal. V.Sa. dispõe de 5 minutos.
A SRA. FABIANA GADELHA - Bom dia.
Cumprimento todos os membros da Mesa, os demais presentes, convidados e Parlamentares.
É uma satisfação muito grande perceber que a sociedade civil tem o seu espaço aqui, no Legislativo, para poder expressar o seu anseio.
Nós dos grupos de apoio somos prioritariamente pais, mães e simpatizantes desta causa, que visa encontrar uma família para cada criança e não uma criança para cada família. Nós do Aconchego já atuamos há 15 anos em Brasília e chegamos a um ponto de maturidade em que percebemos que a adoção não é só uma ferramenta social de controle, mas uma escolha. Nós pais escolhemos um filho. Quando engravidamos, não buscamos, de maneira natural, o sexo, a cor do cabelo ou a identidade genética do nosso filho. Da mesma forma a adoção deve assim se posicionar. Da mesma forma que podemos gerar filhos com algumas sequelas, com algumas doenças, com algumas limitações físicas e intelectuais, acreditamos que na adoção essa escolha também seja possível.
Quando queremos um filho, nós não buscamos um bem, nós não buscamos um patrimônio; nós queremos alguém para chamar de nosso. Então, dentro dessa espera que pauta a nossa maternidade e a nossa paternidade, está também a possibilidade de receber e de escolher filhos por adoção fora do padrão comum, que seria o de crianças pequeninas e saudáveis. A adoção especial é, sim, uma dessas possibilidades.
Pensando nisso, o Aconchego desenvolveu uma campanha para atingir o público composto de crianças que estão nos cadastros, que formam esse contingente de 5 mil crianças cadastradas no Brasil, e que também são renegadas pelas famílias adotantes.
Quem busca um filho não deve imaginar que está buscando uma coisa que vai escolher, mas tem de perceber que a criança pode vir diferente. Quem está no movimento está disposto a amar, e esse filho pode também ter algumas coisas que não esperamos.
Há um grande número de crianças com limitações físicas ou intelectuais, bem como com algumas doenças tratáveis, disponíveis para adoção. Com certeza, o pai e a mãe que enxergarem o filho atrás desse estereótipo vão ser tão felizes quanto o pai e a mãe biológicos.
A adoção é um parto social. É mais uma forma de parto, assim como a cesárea e o parto natural. Nós, que temos filhos biológicos e por adoção, compreendemos essa igualdade.
A campanha Adoção: Família para Todos, que será lançada amanhã, no auditório do Palácio do Planalto, com apoio da Secretaria de Direitos Humanos, visa mostrar essa possibilidade real de ter filhos. A adoção não éuma ferramenta de controle social, mas uma opção por um filho ou por uma filha ou por filhos.
Se alguém escolhe o filho, por que não ter um filho cego? Por que não ter um filho surdo? Por que não ter um filho com uma limitação física, com uma doença, um filho soropositivo? Devemos compreender que é possível receber e vivenciar amor desse filho, mesmo com essa diferença. Mesmo quando temos filhos saudáveis, não é possível que eles adoeçam? Não é possível que eles se tornem limitados de alguma forma? Na adoção não pode ser diferente!
Todos estão convidados para o lançamento da campanha Adoção: Família para Todos, que acontecerá amanhã, às 19h30min, no auditório do Palácio do Planalto. Os senhores vão assistir a um vídeo que contaráum pouco da possibilidade real de se formar uma família brasileira heterogênea e amorosa.
Finalizo minha intervenção agradecendo ao Poder Judiciário, ao Poder Legislativo, ao Poder Executivo e a toda a sociedade civil que está aqui hoje. Peço-lhes apoio para que possamos juntos abraçar essa causa, não sóem nome da adoção, mas no de todos os 5 mil pequenos, grandinhos e adultos que estão esperando uma família para recebê-los.
Muito obrigado. (Palmas.)
O SR. PRESIDENTE (João Ananias) - Agradecemos à Dra. Fabiana Gadelha
(FONTE: www.camara.gov.br)

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